Serviço de Pedopsiquiatria Professores
Professores
Sinais que Professores, cuidadores e todos os que lidam com adolescentes devem estar atentos que podendo não ser preocupantes, quando surgem isoladamente e por um determinado período de tempo são indícios que o adolescente se encontra perante uma situação problemática, necessitando de apoio:
- Pouca confiança em si próprio
- Sensação de insucesso, de não ser valorizado
- Ausência de perspetivas para o futuro
- Baixa autoestima
- Dificuldades em conciliar o sono (insónia)
- Dores em localização diversa e, muitas vezes rotativas (cabeça, barriga, costas).
- Perda de apetite e consequente perda de peso, ou pelo contrário, aumento significativo do apetite e do peso, com dificuldade de controlo
- Quebra no rendimento escolar
- Dificuldades de concentração
- Comportamentos agressivos e violentos com passagens ao ato frequentes
- Pensamento lentificado
- Isolamento extremo
(Marques, C., Cepêda, T.; Plano Nacional de Saúde Mental, Coordenação Nacional para a Saúde Mental, 2009)
"Decorrente de mudanças nos estilos de vida, de alterações nos quadros de valores, das dificuldades que sentimos na ajuda às crianças e adolescentes na construção do seu projeto de vida (…) tem vindo a instalar-se em muitos pais, bem como nas instituições educativas, uma atitude e um discurso de forte exigência e de pressão para a excelência no desempenho das crianças e adolescentes começando, naturalmente, pelos resultados escolares.
Esta exigência de rendimento elevado é extensiva a todas as áreas em que os miúdos se envolvem ou em que acham que eles se devem envolver. Espera-se que sejam excelentes a tudo e este 'tudo' é muito.
A vida de muitas crianças e adolescentes transforma-se assim numa espécie de agenda, passando o dia, incluindo fins-de-semana, a saltar de atividade fantástica em atividade fantástica numa agitação sem fim. (…) algumas destas crianças e adolescentes, por questões de maturidade ou funcionamento pessoal, suportam de forma menos positiva esta pressão e uma 'agenda' muito pesada o que poderá gerar o risco de disfuncionamento, rejeição escolar e, finalmente, de insucesso."
(Morgado, A. in Pesada Agenda de Crianças e Adolescentes)
«A turbulência e a indisciplina são muito menores quando o professor adota um estilo de trabalho partilhado, estimulando a atividade em grupo e a permanente participação dos alunos; as situações de mau comportamento devem ser discutidas com os alunos numa atmosfera de responsabilidade recíproca permanente; o trabalho com a família é essencial para a resolução de situações difíceis. Sem uma informação correta sobre o universo relacional dos alunos torna-se ainda mais complexa uma possível intervenção; de uma forma geral os alunos sentem crescente necessidade que alguém os ouça e possam falar de outros assuntos fora do campo estritamente curricular.»
(Sampaio, D. (2012). Voltei à escola. Leya)
«Aquilo que distingue a agressividade da violência é que a agressividade termina onde começa a dor do outro. A violência começa aí. (…) A violência resulta dos ressentimentos transformados em rancor, em ódio e inveja, que ficam de inúmeros sofrimentos violentos que se foram acumulando sem reparação». «Bullying será sinonimo das agressões continuadas que um aluno ou grupo deles, capitaneados por um líder, exercem sobre uma mesma criança, durante um período continuado de tempo. (…) Bullying é violência».
(Eduardo Sá, in Hoje não vou à escola, 2014, pg. 165)
"Na interação entre o professor e a família procurar-se-á a colaboração entre ambos (…) se o professor estiver preparado para considerar o problema no contexto em que o mesmo se apresenta ele multiplica as oportunidades de encontrar soluções (pelo menos parciais) no seu terreno e com os seus instrumentos docentes. Nas situações que se afigure útil que o professor estabeleça uma relação de colaboração com os pais para resolver o problema do aluno, é essencial que ambos, pais e professor, guardem a inteira responsabilidade da sua função em relação à criança, função parental e função pedagógica, respetivamente. Se uns se imiscuírem na função do outro, o risco de desqualificação é grande."
(Madalena Falcão, in Psicopatologia do Desenvolvimento)
"Crie espaço para o divertimento na sala de aula. Aprender é importante, mas não deve ser sempre uma coisa demasiado séria. Se a educação não for divertida, os miúdos não a quererão."
(Ramsey, R. in 501 Dicas para Professores)
