Serviço de Pedopsiquiatria Desenvolvimento psicoafetivo
Desenvolvimento psicoafetivo
"A autonomia do bebé nasce da certeza de existirem respostas previsíveis da parte dos principais cuidadores."
(Brazelton & Crames, 2007, in A relação mais precoce, pg. 149-150).
Quando mãe, pai e/ou um adulto de referência para a criança compreendem, interpretam e respondem com carinho e sensibilidade às manifestações da criança (fome, frio, calor, desamparo, prazer etc.), o vínculo vai se formando.
A criança percebe que existe uma base segura na qual pode confiar, sente-se confortável, aceite e protegida. Este conjunto de sensações, sentimentos e atitudes vai além dos cuidados físicos, é um elo invisível que se estabelece aos poucos e que faz grande diferença no desenvolvimento.
Este vínculo estabelecido primariamente permite à criança lidar com novos tipos de interações sociais.
Marcos essenciais na adolescência:
Autonomia
A autonomia é uma tarefa essencial da adolescência.
"O jovem adolescente terá que abandonar a pouco e pouco a sua posição de dependência face aos pais e caminhar para uma progressiva autonomia face à família. (…) o adolescente vai alterar também a relação com os seus companheiros e o grupo vai revestir-se de grande importância no seu desenvolvimento emotivo."
(Daniel Sampaio, in Ninguém Morre Sozinho, 1991)
Grupo de pares
Os grupos de pares têm um papel fundamental no desenvolvimento do jovem, principalmente como um espaço de apoio, espaço de diálogo acerca dos seus problemas pessoais, escolares e espaço de partilha de opiniões acerca de si próprios e dos outros.
Identidade
O adolescente pode sentir-se: inseguro; confuso, angustiado; injustiçado; incompreendido pelas figuras parentais e professores. As relações com os cuidadores têm que mudar para que os adolescentes possam desenvolver a sua identidade.
É fundamental os adolescentes sentirem que a sua intimidade está salvaguardada (inclui o direito pela privacidade das suas mensagens, emails, diários…).
É essencial permitir um tempo de afastamento da vida familiar, numa fase em que as relações com os pares se vão tornando cada vez mais importantes.
